14.3.18

Neblina


Derretendo pelos prédios
Quais são seus critérios
Nenhuma chama dos deletérios
Que não instiguem pelos mistérios

Novos olhos aos inauditos
Sabores dos venenos escondidos
Pelas lastras dos vitupérios

Assovios e pequenas gotas
Entre os dentes e roupas rotas
É o que sobra de meus inquéritos

Diego Marcell
14/03/18

9.3.18



Um debilitado que ingere remédios
Ante a força desses ossos
Uma cabeça que pensa labirintos e caça Minotauros
Mas que apanha para o rato do velho computador
Troca de drogas pratica seus esportes
Sofre a flecha das hipocrisias da dubiedade alheia
Inerte
Que escudo sobrou a nós?
Indivíduos sem gang ideológica
Onde até a liberdade eles tentam taxar de forma insana
Para onde correremos, seres livres e libertos?
Se nas esquinas tropeçamos na pedra que nos arremessam
Madalena pode ser a nova Eva
E Jesus o novo Adão
Mas os fariseus agora vestem o boné do MST
E a língua portuguesa virou um antro de covardia
Como amaremos meus libertários?
Se quem amamos nos vocifera uma ilusão danosa
Se aqueles que pregam gratidão expelem rancor
Se doamos amor e nos voltam centavos de ódio
Como retornaremos ao fluxo do universo meus deuses
E transformaremos o conhecimento em utilidade pública?
Se o público xinga o palhaço e o acusa de crimes
Crimes recém criados pelas prateleiras estatais
Para alimentar covardes pela rigidez passiva
De se manter a moral do Estado
E eis que a corrupção dos profissionais é só espelho
Das corruptas almas humanas
Que não aceitam a diferença inominável
Porque lhes fere
A chance de acaso
Assusta-lhes e o medo os toma
Quando o inclassificável se manifesta e cria
Logo o monstro se forma e vai tirar o sono
De quem não admite a insignificância diante do infinito
Porque seu sentir é tão umbigo é tão rabo
Que as guerras horizontais são para estes demasiado pesadas
Assim arranha o animal assustado
Morde o amedrontado
E foge das delícias estratégicas
Porque a vida se tornou apenas um papel mal interpretado
Na novela do horário nobre.

Diego Marcell
9/3/18

6.3.18



            No dharmakaya sou agente, dentro dos limites naturais posso acionar extensões, devo acioná-las, com a prática do presente que é a história ininterrupta, com o Dharma o corpo revoluciona o que está em desacordo.

            A adaptação do corpo nas coisas se dá pelo reconhecimento da peculiaridade biológica por uma mente clara. A clareza se dá pela experiência, principalmente do conflito, se for sadia para encontrar neste, um caminho.

Diego Marcell
14/01/18